Porque é gostoso. Simples assim.

Gostoso de fazer e ainda mais de comer.


Para ser sincera, são muitos os motivos, mas para resumir vamos dizer que o pão caseiro é uma forma deliciosa de cuidar da saúde física e emocional.

O pôr a mão na massa, literalmente, é terapêutico e dá um prazer incrível ver os ingredientes se transformarem sob os nossos cuidados.

Mesmo depois de tantos anos, eu ainda acho incrível como a mistura de 4 ingredientes básicos como farinha, água, sal e fermento pode criar pães lindos, que fazem bem para a saúde, e que para completar são deliciosos.

Há tempo as pessoas vêm procurando formas mais saudáveis de se alimentar.

Com a pandemia, elas passaram a ficar mais em casa e tiveram a chance de experimentar coisas novas. Um bom desafio era, e ainda é, uma ótima maneira de vencer a ansiedade geral.

O resultado é que houve uma verdadeira “pãodemia”, e muita gente descobriu as delícias de preparar o próprio pão. Uns começaram a fazer para a família, outros para dividir com amigos e muitos até para gerar uma renda extra.

O processo de preparar um bom pão caseiro ensina muito para a gente.

O maior dos ensinamentos é, com certeza, lidar melhor com o tempo.

Aliás, se você está chegando a este mundo da panificação artesanal agora, fica uma dica preciosa: não respeitar o “tempo do pão” nas diversas etapas de seu preparo, é o maior sabotador das primeiras fornadas.

O legal é curtir o processo, se organizando. Você vai descobrir o prazer em cada passo desta experiência. Cuidar do seu próprio fermento, aproveitar a tranquilidade de sovar uma boa massa, se maravilhar com o aroma e o dourado do pão saindo do forno…  e até se divertir com os primeiros erros – que certamente fazem parte do aprendizado.

Quanto mais você entender o que acontece, para que serve cada etapa, melhores serão os resultados finais.  Fazer pão é muito mais que seguir uma receita. É educar os sentidos, é desenvolver a observação.

Muito antes que você imagina, estará pronto a prosseguir sua jornada solo. Isso significa tanto experimentar novos sabores e misturas, quanto ousar em seus acompanhamentos.

Por exemplo, você pode aprender como incluir sementes, ervas, castanhas, azeitonas e frutas secas aos seus pães. Ou escolher fazê-lo de forma mais básica e abusar dos complementos. Afinal, pão não combina apenas com manteiga, requeijão ou geleia, mas também com azeites aromatizados e uma infinidade de queijos, pastas e patês.

Existem muitos tipos de pão, dos mais simples aos mais elaborados, e junto com eles, receitas que demandam de alguns minutos a horas de dedicação. Tudo vai depender do que você espera obter e do quanto está disposto a investir de tempo e energia nessa experiência.

Nossa proposta é começar com receitas mais simples, mas igualmente saborosas. Iniciar com pães à base de fermento biológico, até se habituar com a importância de cada ingrediente, variáveis e diferentes técnicas. Aprender, por exemplo, como selecionar uma boa farinha e como os diversos tipos se comportam durante a hidratação. Entender como tempo e temperatura podem interferir nos resultados de uma fornada. E ainda a conhecer os diversos acessórios utilizados e o quanto colaboram no aperfeiçoamento dos seus pães.

A intenção é que, através dos primeiros pães, você descubra o prazer de brincar com seus cinco sentidos. O contato com a massa durante a preparação, o cheirinho do pão assando, a visão da massa adquirindo forma e cor e os estalos que você vai ouvir ao retirar um pão de fermentação natural do forno. Sim, o pão bem assado faz barulho!!

Mencionei apenas quatro? É que acho totalmente desnecessário falar a respeito do sabor especial de um pão feito por você mesmo… a degustação será a melhor parte desta experiência!

Convencido? Então vem comigo! Vai ser uma delícia a companhia.